Seu filho respira pela boca ou dorme de boca aberta? Conheça os sinais que merecem atenção, possíveis impactos nas funções orofaciais e quando procurar avaliação.
É comum uma criança respirar pela boca durante um resfriado ou período de congestão nasal. A atenção aumenta quando esse padrão se torna frequente, aparece mesmo sem gripe e passa a fazer parte da rotina durante o dia ou o sono.
A respiração oral persistente não deve ser analisada de forma isolada. Ela pode estar relacionada a obstruções nasais, alergias, alterações estruturais, hábitos orais ou questões funcionais. Por isso, identificar a causa exige avaliação adequada e, muitas vezes, participação de diferentes profissionais.
Além de permanecer com os lábios entreabertos, a criança pode apresentar:
Nenhum desses sinais, sozinho, permite identificar a causa. A frequência, a duração e os impactos no sono, na alimentação e na comunicação devem ser considerados.
Respiração, mastigação, deglutição e fala utilizam estruturas da região oral e facial. Quando o padrão respiratório e a postura habitual de lábios e língua estão alterados, algumas crianças podem apresentar mudanças funcionais associadas, inclusive na articulação dos sons. Entretanto, não é correto afirmar que toda criança que respira pela boca terá alteração de fala.
A avaliação fonoaudiológica observa como essas funções acontecem e se existe impacto na comunicação, na alimentação ou no equilíbrio muscular orofacial. O tratamento depende do que for encontrado e não deve começar sem investigar possíveis impedimentos para a respiração nasal.
Quando existe suspeita de obstrução nasal, ronco frequente ou dificuldade respiratória, a avaliação médica é importante. Dependendo do caso, também podem participar odontopediatra ou ortodontista. O fonoaudiólogo atua na avaliação e no acompanhamento das funções orofaciais quando isso é indicado.
Essa integração evita tratar apenas a consequência. Exercícios realizados sem compreender a causa da respiração oral podem não ser adequados para a criança.
Observe se a criança fica de boca aberta durante o dia, como dorme, se ronca, se acorda cansada, se mastiga de boca aberta, se demora muito para comer ou se apresenta dificuldade de fala. Anote quando esses sinais aparecem e há quanto tempo persistem. Essas informações ajudam na consulta.
Evite usar acessórios, fitas para manter a boca fechada ou exercícios encontrados na internet. Se a criança não consegue respirar bem pelo nariz, forçar o fechamento da boca pode ser inadequado. O primeiro passo é compreender a causa.
Procure orientação quando a respiração pela boca for frequente, persistir fora dos períodos de resfriado ou estiver associada a ronco, sono ruim, dificuldade para respirar pelo nariz, alterações na alimentação ou fala. Em caso de dificuldade respiratória importante, a avaliação médica não deve ser adiada.
A Clínica Alcance oferece atendimento fonoaudiológico no Tatuapé, próximo à estação Carrão. Para conversar com a equipe e entender o encaminhamento mais adequado, entre em contato pelo WhatsApp.
Dormir de boca aberta com frequência merece atenção, mas é necessário investigar a causa. A avaliação médica pode verificar dificuldades de respiração nasal, e o fonoaudiólogo pode avaliar mastigação, deglutição, fala e funções orofaciais. O encaminhamento depende dos sinais apresentados por cada criança.
Precisa de avaliação especializada?
Atendimento presencial no Tatuapé e online.
Agendar pelo WhatsApp